"Quando o último homem tiver deixado de existir – ou seria a última mulher, já que elas dominarão o planeta antes de o destruirmos? – não importa, quando o último ser humano desta civilização globalizada der o seu derradeiro suspiro é isso que sobrará: o planeta continuará seu giro perpétuo, respirando, primeiro ofegante entre as massas de nuvens carregadas do rastro poluído gerado pelos humanos, depois mais tranquilo, sob as neblinas que envolvem as montanhas cobertas de verde, amarelo e todas as outras cores que nunca mais veremos porque não teremos mais chance. Talvez alguma tribo que ainda não se curvou a essa civilização globalizada assista, sem entender, as maravilhas da Terra. Temos uma única chance, agora!
Porém somos escravos de nós mesmos; escravos de nosso orgulho que não aceita quando não sabemos algo ou não somos capazes de fazer algo; escravos de nosso egoísmo que quer tudo, mesmo quando não precisamos mais do que temos, ou quando o tudo que queremos não vale nada além de nosso egoísmo; escravos de nossos pequenos problemas, de nossas discussões infantis; escravos de nossas guerras por poder, por um pouco de pão ou por um líder que não vai ganhar o torneio da maioria que discute em vão sobre os líderes que não farão a diferença para o futuro porque seu orgulho, egoísmo e problemas encontram-se além daqueles que discutem sobre os líderes.
O certo é que você passará, teu inimigo passará, teu amigo passará, eu passarei e os passarinhos agradecerão!"
Adão de Lima Jr 08/06/2014
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