quarta-feira, 12 de novembro de 2008

"Tu podes até vir a ser o que pensas, mas nem sempre és."
deLima Jr 13/05/2008

Perguntas e Respostas

"Se desejas palavras doces, aceita meu banquete de calóricos textos...
Se procuras respostas tolas, engole a seco o golfar de tuas chulas perguntas..."

deLima Jr 09/05/2008

Caráter x Consciência

"Antes de julgar ou emitir palavras a esmo, coloques em um lado de uma balança o seu caráter e do outro o peso da sua consciência."

deLima Jr 08/05/2008

Felicidade?

"Não posso dizer que sou infeliz
porque o infeliz já conheceu a felicidade..."

deLima Jr 05/05/2008

"Microlapso"

Feche os olhos...
...
imagine que tu podes parar o tempo...
...
sintas?
...
é tua mente a libertar-se...
...
a aliviar-se...
...
Tudo bem Sr. Tempo, torne a tua jornada, sei que não posso fujir aos teus passos...

deLima Jr 05/05/2008

Andrea Doria

"Às vezes parecia que, de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo,
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais:
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro.
Mas percebo agora que o teu sorriso vem diferente,
Quase parecendo te ferir.
Não queria te ver assim -
Quero a tua força como era antes.
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada.
Às vezes parecia que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto,
Até chegar o dia em que tentamos ter demais,
Vendendo fácil o que não tinha preço.
Eu sei - é tudo sem sentido.
Quero ter alguém com quem conversar,
Alguém que depois não use o que eu disse contra mim.
Nada mais vai me ferir.
É que já me acostumei
Com a estrada errada que eu segui
E com a minha própria lei.
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais,
como sei que tens também..."

Renato Russo

terça-feira, 11 de novembro de 2008

TRADUZIR-SE


Uma parte de mim é todo mundo
Outra parte é ninguém: fundo sem fundo.

Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão.

Uma parte de mim pesa, pondera
Outra parte delira.

Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente.

Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte, linguagem.

Traduzir-se uma parte na outra parte
- que é uma questão de vida ou morte -
será arte?
(Ferreira Gullar)
Agradecimento à Valéria de Olinda

domingo, 9 de novembro de 2008

Eu Apenas Queria Que Você Soubesse

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida...

Gonzaguinha: diminuitivo só no nome... um gigante do verbo!

   "Adoro a música (e não gosto de dividí-la, rotulá-la), e a nossa música e poesia - a brasileira - é inspiradora!
   O Nordeste do nosso país é rico nessas artes: poesia e música, e o povo daí é um povo sábio... "pois tem o 
   saber que se aprende com a vida" - Valéria, de Olinda

    Agradecimento especial para Valéria

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ciclos de Vida

"Já fui uma criança-jovem, um adolescente-velho, hoje sou um adulto-jovem e espero, sinceramente, tornar-me um velho-criança, para morrer sorrindo, alegre, como deveria ser..."

sábado, 1 de novembro de 2008

O martelo


Uma antiga história conta que um caldeireiro foi contratado para consertar um enorme sistema de caldeiras de um navio a vapor que não funcionava bem. Após ouvir do engenheiro a descrição do problema e de haver feito umas poucas perguntas, o caldeireiro dirigiu-se à sala de máquinas.

Durante alguns instantes, ficou olhando para o labirinto de tubos retorcidos, escutou o ruído das caldeiras e o silvo do vapor que escapava; com as mãos apalpou alguns tubos. Depois, cantarolando, procurou no avental um pequeno martelo, com o qual bateu apenas uma vez numa brilhante válvula vermelha. Imediatamente, o sistema inteiro começou a trabalhar com perfeição, e o caldeireiro voltou para casa.

Quando o dono do navio recebeu a conta de dez mil reais, queixou-se ao caldeireiro. Argumentou que ele só havia ficado por quinze minutos e pediu-lhe uma conta detalhada.

Eis o que o caldeireiro lhe enviou:

- Conserto com o martelo....................R$ 5,00

- Saber onde martelar.........................R$ 9.995,00

Total R$ 10.000,00

Ou seja... o conhecimento de como fazer é muito mais valioso...

Fonte: Livro "Como atirar vacas no precipício"